Rita Lee volta a Belo Horizonte com a turnê de ETC, que celebra 45 anos de carreira


A carreira impressiona: 45 anos, 33 CDs, sete DVDs e centenas de canções, muitas delas obras-primas do pop rock brasileiro. É com essa história e muita disposição que Rita Lee está de volta aos palcos mineiros, mais uma vez no Chevrolet Hall. A turnê ETC, que já passou pela cidade, apresenta os grandes sucessos da carreira da cantora e compositora. Considerando que a distinta senhora do rock brasileiro está na estrada há tanto tempo, haja sucesso. Até por isso, mesmo sendo a mesma turnê, ela garante que o repertório muda a cada show, dependendo do estado de espírito e do diálogo com o público.

A busca do set list se dá em entre mais de 400 composições de Rita Lee, um verdadeiro mergulho no rock brasileiro. Entre as canções que mais gosta e garante que não vai deixar de fora, ela cita Banho de espuma, Vírus do amor, Ti-ti-ti, Ôrra meu e Chega mais. Porém, além das músicas de sua preferência e afeto, existem as canções que o público praticamente exige a cada apresentação. “São várias. Sei que se não cantar, por exemplo, Ovelha negra, não me deixam sair do palco”, brinca. Para acompanhá-la no show desta sexta, 10 de junho, entre os integrantes da banda estão o filho Beto Lee e o marido, Roberto Carvalho, responsável por uma novidade na turnê, o projeto Você em ETC.

A ideia consiste em deixar todo mundo entrar no show com câmeras e celulares nas mãos. Liberdade total para curtir a música e registrar o visual. O público tira suas fotos, filma e manda o resultado para o site oficial da cantora. Os melhores trabalhos são publicadas.

Para Rita Lee, se ver pelos olhos dos fãs é um experiência instrutiva: “Eles são sempre carinhosos e querem registrar tudo, ainda mais hoje que todos têm um celular sempre à mão”. ETC é mais que um balanço da carreira da titia do rock brasileiro, é uma prova que o melhor ingrediente da arte é sempre a renovação, sem medo de olhar para trás. Lição que é a cara de Rita Lee.




Por Thaís Pacheco. Publicado no jornal O Estado de Minas em 10/06/2011.

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