Com o vírus do Rock


Rita Lee está para pouco papo, mas nunca pra pouca música. A deixa está no nome do novo show, “ETC…”, um termo que resume sua fase ‘desencanada’ e ao mesmo tempo uma liberdade de repertório que deixa em aberto espaço para várias possibilidades. Seguindo seus instintos, a eterna rainha do rock nacional – um título, segundo a própria, concedido à revelia – se apresenta hoje, às 21h, no Teatro Riachuelo.

Twiteira, desencanada, rock and roll. Assim é a nova fase de Rita Lee, que apresenta show “de improviso” hoje no riachueloTwiteira, desencanada, rock and roll. Assim é a nova fase de Rita Lee, que apresenta show “de improviso” hoje no riachuelo

A apresentação terá cara de superprodução hi-tech, com direito a vídeocenário em painéis de LED, iluminação e estrobos em sintonia com a música, e composições digitais também ritmadas.

Mesmo com todas as modernidades impressas nessa nova turnê, ela garante que sua música permanece “o bom e velho rock ‘n roll de sempre, mas com modelitos espaciais e efeitos especiais”. Atravessando um momento ‘relax’ na carreira, Rita Lee comemora seus 45 anos de estrada turbinando a faceta mais irônica e descontraída de sua personalidade: “Participei de algumas bandas (Mutantes e Tutti Frutti); tenho trocentas composições; já fiz 1 bilhão setecentos e dezenove milhões e setenta mil shows – mas o prazer de estar no palco depois de tanto tempo permanece tão intacto quanto a máscara dourada de Tutancâmon”, enumera a cantora e compositora paulistana com o bom humor de uma “velha hiena”, brinca.

Sobre o repertório que apresentará esta noite, afirma que tudo depende do clima, do astral. “Nada é fixo, me conheço o suficiente para saber que tiro e ponho música conforme dá na telha. Material não falta. Nessa turnê tenho minhas favoritas: ‘Vírus do Amor’, ‘Banho de espuma’ e ‘Chega mais’”, disse Rita Lee Jones Carvalho, uma jovem senhora de 63 anos cheia de atitude.

Mãe de Beto Lee e eterna namorada do marido Roberto de Carvalho, ambos guitarristas de sua banda, Rita contabiliza 33 álbuns lançados, sete DVDs e também é destacada por ter sido a primeira artista brasileira a acumular um milhão de discos vendidos, com “Mania de Você”, em 1979.

“E se ainda não mataram a óbvia charada do por que a turnê se chamar ‘ETC…’”, diz Rita, “aqui vai uma dica: Vá lá me ver e a gente vai se falando. Se não der talvez eu tenha outros 45 anos de estrada pela frente para continuar fazendo tudo diferentemente igual.” Essa é Rita Lee: direta e certeira. Confira os melhores momentos da entrevista concedida ao VIVER:

ENTREVISTA

Como você decide o que vai tocar em cada show?

No dia, depois da passagem de som, tiro e ponho músicas conforme a veneta.

Suas participações nas redes sociais, sobretudo no twitter, rendem polêmicas. De alguma forma esse mundo virtual traz inspiração?

Traz dinamismo na escrita, hay que economizar até vírgulas, aprendo português tuiteiro, cheio de siglas e expressões nunca dantes navegadas, e também a ser rápida no gatilho… POW!

A experiência de atuar amparada por cenário virtual muda a forma como o show deve ser encarado pelo público?

Não sei, nunca assisti, hahaha… dizem que a embalagem do produto tá bacana.

A integração cada vez maior entre a música e a tecnologia é irreversível?

Sim, é também irresistível, um brinquedinho mais hipnótico que o outro. O lado não tão bom é quando a parafernália quebra…

Arriscaria nomes femininos dessa nova geração do rock brasileiro com algo a acrescentar?

Não me sinto confortável falando de algumas e esquecendo de várias, como sem dúvida aconteceria.

O que é esse tal de rock’n roll para você no século 21?

Yuno querido… o mesmo velho e bom, com modelitos espaciais e efeitos especiais.




Matéria por Tádzio França e Yuno Silva publicada no jornal Tribuna do Norte em 16/09/2011.



1 comentário para Com o vírus do Rock

  • Rita te amo cara…música é tudo isso que você faz…
    te gosto muito, muito mesmo…
    Parabéns pelos seus trabalhos
    são demais…!!!!!!!!!!
    BigBeijo, minha Rainha!!!!!

Escreva um comentário