Doce vampiro




Fiel escudeiro de Rita Lee há 35 anos, Roberto de Carvalho fala de sua relação com a Rainha do Rock e diz que talvez esteja cedo para a aposentadoria



Rio –  Rita Lee e Roberto de Carvalho são um caso sério há 35 anos. Empapuçados de amor, geraram três filhos (Beto, João e Tui) e muitos hits, ganharam uma neta, Izabella, se feriram, se curaram e, apesar da ruiva ter declarado aposentadoria, vão lançar em abril Reza, primeiro de inéditas em nove anos. “A química entre nós dois é um mistério para nós mesmos”, brinca Roberto.



Mas essa mania deles de ser a velha história de amor que sempre acaba bem tem uma explicação fálica, segundo Tom Zé. “Nunca vi uma pessoa se apaixonar tanto pelo p… de um namorado a ponto de tecer loas constantes e repetidas em tudo que cantava”, disse o músico certa vez à revista “Rolling Stone”.



Lisonjeado com a afirmação do amigo, Roberto confirma que tem toda essa munição, mas que isso é apenas um detalhe. “Faz parte do pacote. Mas acho que ela se apaixonou pelo namorado, não apenas pelo p…, porque isso qualquer um tem, né? Tom Zé talvez tenha decifrado um aspecto do mistério, mas existem vários outros”, entrega o eterno doce vampiro.



Não dá para negar que a trajetória da dupla, uma das mais bem-sucedidas da música brasileira, é daquelas que a gente vê no escurinho do cinema. A primeira vez que Roberto viu Rita Lee foi no estúdio, quando ela estava gravando o disco Fruto Proibido (1975). “Um amigo que me levou. Mas o encontro em que rolou um clima foi no MAM. Ia ter show do Ney Matogrosso, mas foi cancelado por causa de uma tremenda tempestade. Eu estava no bar, a Rita chegou e, certamente, algo começou a acontecer ali”, lembra o músico, que, na época, integrava a banda de Ney.



Foi na casa da própria Rita que eles cruzaram a fronteira numa cama voadora, fazedora de amor. “Ela deu um jantar em São Paulo. Ficamos tocando piano juntos, cantando, e começamos a nos declarar um para o outro. Todo mundo foi embora, eu fiquei e estou aqui até hoje!”, conta ele, que, desde então, esteve ao lado de Rita Lee no luxo e no lixo.



Grávida do primeiro filho do casal, Beto, Rita foi presa por porte de drogas em 1976. “Foi uma barra pesada. Ditadura, repressão, meses de prisão domiciliar. Um tempo cinza, mas, por outro lado, extremamente fértil, criativo”, recorda Roberto, que foi invadido por um miniflashback desse episódio no fim do mês passado, quando a cantora foi levada à força a uma delegacia, em Aracaju (SE), acusada de desacato.



“Estávamos saindo do show, eu, Rita e Sylvia, nossa advogada, quando o carro foi cercado pela PM, que arrancou o motorista, tomou a direção e outro policial sentou atrás, ao nosso lado. Foi praticamente um sequestro! Ninguém foi de livre e espontânea vontade!”, desabafou Roberto em seu Facebook, onde se corresponde com 4.984 amigos. “São muitas as coisas que me tiram do sério, mas violência com bicho é a pior de todas”, emenda ele, que não consegue ficar longe do ti-ti-ti que rola no site de relacionamento. “Facebook é útil e pode ser muito agradável. Gosto de saber da vida de todos que conheço, o que estão fazendo, com que cara estão, para onde viajam. E fazer contatos com pessoas que talvez nunca conhecesse na vida”, delicia-se ele, que também ama fotografia .



Passado o susto, Roberto prefere esquecer o corre-corre danado que rolou em Sergipe na noite da despedida de Rita dos palcos. “É página virada, descartada do meu folhetim. Rita teve alguns problemas nesses últimos anos: coluna, vesícula, ombro… Mas ela está muito bem agora. Estamos cuidando do lançamento de Reza (a faixa-título pode ser ouvida no YouTube) e aproveitando o verão”, revela ele, que tem suas dúvidas quanto à aposentadoria da Ovelha Negra.



“A gente sabe o quanto ela gosta de palco. Não tenho certeza se a hora já chegou, mas, se não chegou, não está muito longe de chegar, para nós e para toda essa geração”, acredita Roberto, que não se arrepende de ter construído sua carreira ao lado da ruiva. “Foi ela quem me mostrou como focar, e que gostou do que eu fazia. Nossos filhos são muito especiais. Ter minha imagem associada à dela é uma honra”.



8 comentários para Doce vampiro

  • Shirley

    Tudo tem sua hora, mas ainda acho que tem muita estrada p vcs! Muitas rezas p bombar este novo cd, pq criatividade e harmonia caminham junto c vcs, muitos bjs da fãzona!

  • crm

    Sempre fã!!!desde pequena.hoje, assisti ao show da Maria Rita em POA! nossa, nota 10!O último show da Rita, em POA, foi 10 e referiu Maria Rita! Então, senti muitas saudades, volta Rita Lee…

  • CANTA RITA LEE!!!!!
    Quero muito vê-la ao vivo e a cores…
    Gosto do seu jeitão, seu vozerão e suas músicas!
    Sou sim mais uma fã…entre tantas mil…

    E ainda vou te ver e cantar(GRIIITAR)até minha voz acabar…
    rsrs…

    SAÚDE!

  • Merece observação o fato das músicas da Rita Lee terem ganhado muito na qualidade de composição e harmonia após ela ter se unido ao Roberto Carvalho, o gênio musical da dupla.
    Adoro vocês, Rita e Roberto !
    Que Deus os mantenha sempre juntos e com Saúde !
    Из России с любовью

  • Marcos

    Nada de encerrar os shows. Espereamos a abertura da próxima tour em Salvador

  • jonas casartelli dos santos

    rita, eu te amo e to com vc ate embaixo d’agua, amo tudo que vc faz e assino embaixo se for preciso, seu joninhas, louco por vc !!!

  • O Roberto disse tdo,esse cara é foda!!

  • Maria Inez Cella (Marina Lee)

    Fico triste com o episódio ocorrido em Sergipe, espero que a Rita Lee faça mais shows em Sampa e no ABC (onde moro), sou fã desde 1972 (tinha onze anos), hoje tenho 51 e já sou avó também… o tempo passa…mas Rita Lee é terna e eterna! Parabéns Rita, compositora das várias músicas que marcaram a minha vida! Beijos!

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