Rita Lee esquenta a noite porto-alegrense com o show ETC



A pouquíssimos minutos das 21h, Rita Lee tuitou: “Atençāo. Concentraçāo. Ansiedade generalizada sob controle. Inspire, expire, pire. Insegurança OFF. Prazer ON. 5 4 3 2 1”. Era o anúncio do show que começaria em instantes no Teatro do Bourbon, em Porto Alegre, na noite de sábado, 28.


A cantora sobe ao palco, e os primeiros acordes de “Agora Só Falta Você” dão início à apresentação. A banda está desfalcada. Beto Lee, guitarrista e filho de Rita, não foi liberado das gravações do reality Geleia do Rock, do Multishow. Fez falta, e Roberto de Carvalho segura a onda sozinho. Nada dramático, logicamente, já que o cara tem talento de sobra para isso, assim como todo o resto da banda, formada por Brenno di Napoli (baixo), Edu Salvitti (bateria), Danilo Santana (teclados) e Débora Reis e Rita Kfouri (backing vocal).


“Vírus do Amor” vem na sequência e, em seguida, Rita Lee cumprimenta o público em portunhol. “Estive em turnê pela América do Sul e voltei com este sotaque. Sabe aquela pessoa que passa uma semana num lugar e já pega o sotaque?”, ironiza, para logo reclamar da velhice. “Ficar velho é uma merda, essa maldita dor nas costas. Acho que eu e o Ozzy somos irmãos.”


Então, uma porrada de hits são destilados para delírio da plateia. “Banho de Espuma”, “Lança Perfume”, “Chega Mais” e “Doce Vampiro” estão lá, além da idolatrada “Ovelha Negra”, claro. Neste momento, Rita homenageia a cantora e amiga Elis Regina. “Ela era a verdadeira ovelha negra. Éramos tão amigas, e a gente falava tanta bobagem juntas. Não posso chorar”, diz, já com lágrimas nos olhos.


A cantora também aproveita para fazer um resumo de sua história. “Na adolescência, eu era feia, assim, normal, não fazia nada. Ao contrário da infância. Então, veio a pós-adolescência, e foi aí que o bicho pegou. Meu pai disse: ‘aqui em casa, você trabalha ou estuda, música não é nem um nem outro’. Adorei a dica, arrumei minhas coisas e me joguei na vida”, conta. “Fiz parte de umas ‘bandinhas’, mas faltava o ovelho negro. Então, o conheci. Eu, uma paulista branquela e sem samba no pé, fui me apaixonar por um carioca.” Rita aproveita para fazer a mãe-coruja e falar dos três filhos e afirmar que segue feliz e contente com a família que formou.


Há ainda homenagens aos Beatles, com uma versão calminha de “A Hard Day’s Night”, e Michael Jackson. Desde que descobriu Nikki Goulart, cover gaúcho do cantor, sempre que pode, Rita o convida para participar do show. É um espetáculo à parte, já que o cara faz uma imitação perfeita do artista.


Após uma hora, Rita despede-se do palco. A plateia chama, e minutos depois, ela volta para o bis que começa com “Desculpe o Auê”, passa por “Ando Meio Desligado”, “Mania de Você” e “Flagra” e termina com “Erva Venenosa”. Então, ela despede-se novamente, desta vez, de verdade, deixando, as usual, o público com gosto de quero mais.


Para finalizar a noite, a própria cantora registra em seu Twitter: “POA sempre gentil comigo. Gauchada sangue bom. Uma bela chuveirada e tuitz no forévis. Spider vérigudz.”


P.S.: Vale lembrar que Rita Lee está em estúdio e, em breve, pinta por aí um disco inédito. Aguardando.




Por Lidy Araujo, publicado no site Noize em 29/05/2011.



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