RITA
LEE
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Rita Lee
ocupa um espaço único dentro do universo da música popular
brasileira. De seu repertório faz parte, além do enorme
talento, uma grande dose de ecletismo pois, como filha
legítima do Tropicalismo, Rita desfila sem pudores pelas
mais diversas avenidas musicais, desde rock pauleira até
bossas, baladas românticas e latinidades. |
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Além dos
inúmeros sucessos que compôs para ela mesma, teve também
suas músicas gravadas por artistas do calibre de João
Gilberto, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Elis Regina, Gal
Costa, Maria Bethânia, Milton Nascimento, Simone, Ney
Matogrosso, Zizi Possi, Marisa Monte, Marina Lima, Zélia
Duncan, Cássia Eller, Paula Toller, Henri Salvador, Frank
Pourcel, Paul Mauriat, Gloria Estefan, Yael Levy, entre
muitos outros. Em 39 anos de carreira, Rita realizou uma
multitude de apresentações pelo planeta.
Rita Lee
nasceu em São Paulo (capital) no dia 31 de Dezembro de
1947, sob o signo de Capricórnio, ascendente em Aquário e
lua em Virgem. Filha caçula de Charles Fenley Jones e
Romilda Padula Jones teve duas irmãs: Mary Lee e Virginia
Lee. É casada com o músico e compositor Roberto de
Carvalho desde 1976 e tiveram três filhos: Beto (27), João
(25) e Antônio (23).
Apesar de
sonhar em ser médica veterinária ou atriz de cinema, Rita
desde pequena tinha paixão pela música e chegou a ter
aulas de piano com a famosa concertista Madalena
Tagliaferro. Mais tarde, já na escola, formou um grupo só
de garotas chamado Teenage Singers (1963). Em 1964
participou do Tulio Trio, depois do grupo Six Sided
Rockers, que no ano seguinte mudou o nome para O'Seis e
lançou um compacto com as músicas "Suicida" e
"Apocalipse". No final de 1965, com a saída de alguns
integrantes e entrada de outros, o grupo mudou o nome para
O Konjunto. Quando a formação da banda se reduziu a apenas
um trio surgiram Os Bruxos que logo a seguir foram
rebatizados de Os Mutantes, grupo do qual Rita fez parte
de 1966 a 1972. Os Mutantes fizeram sua primeira
apresentação no III Festival de Música Popular Brasileira
da TV Record, em 1967, acompanhando Gilberto Gil na música
"Domingo no Parque". Fizeram parte do núcleo de fundadores
do Tropicalismo, juntamente com Caetano Veloso, Gilberto
Gil, Gal Costa, Tom Zé, Rogério Duprat e outros artistas
de peso. Junto com os Mutantes, Rita marcou presença e
imagem fortíssimas nos famosos festivais de música da
época, onde seu talento, sua beleza e carisma sempre foram
centro das atenções. Gravaram juntos 6 discos, entre eles
o recém-lançado "Technicolor". A última apresentação de
Rita com Os Mutantes aconteceu no VII FIC, em 1972 no Rio
de Janeiro.
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Paralelamente aos Mutantes, Rita lançou em 1970 e 1972,
dois álbuns solos: "Build Up" que traz o seu primeiro
grande sucesso "José", além de "Sucesso Aqui Vou Eu" ( uma
psicografia dos tempos que ainda estavam por vir?) e "Hoje
é o Primeiro Dia do Resto de Sua Vida". |
Em 1973,
Rita e a cantora Lúcia Turnbull formam a dupla acústica "Cilibrinas
do Éden" e participam da Phono 73 em São Paulo. As
Cilibrinas não seguem adiante, pois os ventos das mudanças
ainda não haviam parado de soprar.
Ainda em
1973, Rita monta a banda "Tutti Frutti" e inicia um
trabalho de fortíssima identidade pessoal, gravando discos
como "Fruto Proibido", considerado por muitos como o
melhor disco de rock nacional de todos os tempos. Realiza
também as primeiras turnês para grandes públicos,
percorrendo todo o Brasil com enorme aparato de produção,
som, luz e cenografia. Nasce então a "Rita Superstar", a
maior estrela do rock nacional e única a atingir tal
magnitude. Performer inigualável e compositora de gênio,
Rita lapida um verdadeiro maná de preciosidades, entre
eles o sempre atual hino dos adolescentes "Ovelha Negra".
Fazem parte desta fase canções como "Mamãe Natureza",
"Menino Bonito", "Esse Tal de Roquenrou", "Coisas da
Vida", "Jardins da Babilônia", "Miss Brasil 2000", "Agora
Só Falta Você", "Eu e Meu Gato", "Dançar Para Não Dançar"
e "Com a Boca no Mundo" .
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Junto com
o Tutti Frutti Rita gravou 4 discos, o último deles
"Babilônia", em 1978. Antes disso porém, eis que em
outubro e novembro de 1977, Rita cai na estrada com o show
"Refestança" (mais tarde transformado em disco ao vivo),
em que divide as honras da festa com seu amigo, mestre e
compadre Gilberto Gil. |
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Em 1976,
Rita conhece e se apaixona pela pessoa e pela música de
Roberto de Carvalho, guitarrista/pianista carioca que na
época atuava na banda de Ney Matogrosso. Inicia-se neste
momento um romance que iria se transformar num verdadeiro
manancial de criatividade, uma parceria que renderia
algumas das obras mais importantes da música brasileira.
Em agosto de 1976, aos 3 meses de gravidez, Rita é presa
em sua própria casa, sob acusação de porte de drogas, num
dos fatos de truculência explícita mais revoltantes da
ditadura que vinha dominando o Brasil desde 1964. Passou
um mês entre o DEIC e o Presídio do Hipódromo e depois foi
condenada a regime de prisão domiciliar por um ano. O fato
se transforma em escândalo nacional. Mas, se a intenção
era forjar uma imagem negativa de Rita, o tiro saiu pela
culatra. Nessa época ela lança em compacto o mega hit
"Arrombou a Festa", em parceria com Paulo Coelho. Uma
sátira bem-humorada e contundente do panorama da Música
Popular Brasileira de então, que se transforma em
estrondoso e polêmico sucesso.
A
gravidez e os tempos difíceis servem também para
consolidar a relação do casal Rita e Roberto. Cabe também
a Roberto estruturar o caos administrativo em que se
transformou a carreira de Rita após a prisão. Nessa época
entre outras pérolas, os Lee/Carvalho compõem em parceria
com Nelson Motta o super hit "Perigosa", gravada pelas
Frenéticas. Em 1977 Roberto passa a fazer parte do "Tutti
Frutti" e neste mesmo ano, no mês de março, nasce o
primeiro filho do casal, Beto Lee (guitarrista talentoso,
que vem atuando junto aos pais nos palcos desde o show
"Santa Rita de Sampa").
A partir
de 1979, Rita e Roberto começam a fazer discos e shows
juntos - no formato "dupla dinâmica" - e inauguram uma
fase superpop, de enorme empatia popular. Desenvolvem um
estilo único, que se manifesta num total de quinze álbuns
e extrapola as fronteiras de nosso país. Rolam mega
espetáculos, diversos especiais para a TV Globo num
sucesso maciço de vendas e execução em rádio. O primeiro
trabalho em disco da dupla Lee/Carvalho foi o álbum "Mania
Você" e o sucesso chegou para ficar em canções (além desse
mega hit que deu nome ao disco) como "Doce Vampiro",
"Chega Mais", "Papai Me Empresta o Carro" e "Corre-Corre"
entre outras tantas.
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O disco
seguinte, "Lança Perfume", de 1980, é histórico. Do
repertório fazem parte canções como (além da própria
"Lança Perfume"), "Baila Comigo", "Nem Luxo Nem Lixo", "Orra
Meu", "Shangrilá" e "Bem-me-quer". Lança Perfume estaciona
por 2 meses nas paradas de sucesso da França, chega em
sétimo lugar da parada da Billboard e é lançado com grande
êxito em vários países da Europa e América Latina. No
Brasil, Rita se transforma em "mania nacional". |
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Em 1981
gravam o álbum "Saúde", e o sucesso continua em músicas
como a titular "Saúde", "Atlântida", "Banho de Espuma", e
"Mutante". Seguem-se através dos anos hits como "Flagra",
"Cor de Rosa Choque" ,"Só de Você", "On the Rocks",
"Desculpe o Auê", "Vírus do Amor", "Bwana", "Pega Rapaz",
"Perto do Fogo" "Livre Outra Vez", "Caso Sério", "Barata
Tonta", etc...etc...etc...
Em 91,
Rita e Roberto decidem interromper a parceria musical por
um tempo. Rita inventa o formato precursor do hoje tão
badalado "Acústico" com o show "Bossa'n'roll", de forma
ousada e despojada, sucesso em todo o Brasil e depois
transformado em disco de enorme sucesso. Nele Rita fazia
uma releitura de vários sucessos de sua carreira em
formato banquinho e violão, junto com canções inusitadas
do repertório de outros artistas. Show de empatia, show de
bola.
Em 93,
Rita lança o CD "Rita Lee" dando uma guinada em direção a
um roquenrou mais purista, onde pontificava a genial
"Todas as Mulheres do Mundo".
No início
de 95 Rita é convidada para fazer o show de abertura da
turnê brasileira dos Rolling Stones. Convoca Roberto de
Carvalho para reger a banda e realizam mega espetáculos
nos estádios do Pacaembu em São Paulo e no Maracanã no
Rio, ocasião em que germina o que viria ser o show "A
Marca da Zorra". Realizam turnês pelo Brasil e o show vira
um CD ao vivo, ganhando vários prêmios da crítica e êxito
total de público. Roquenrou purista e em altíssima
decanagem.
No final
de 1996, Rita e Roberto se casam oficialmente depois de 20
anos de vida em comum. Também neste ano Rita se torna a
primeira mulher a receber o Prêmio Shell pelo conjunto de
obra, e no ano seguinte é a artista homenageada do Prêmio
Sharp junto com a diva do teatro Fernanda Montenegro.
Em 1997
Rita assina contrato com a gravadora Polygram, atual
Universal, e lança o CD "Santa Rita de Sampa", a parceria
musical com Roberto plenamente retomada.
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Em 1998
gravam o platinado "Acústico MTV", onde além de nova
releitura de seus maiores sucessos, conta também com
convidados estreladíssimos como Milton Nascimento, Titãs,
Paula Toller e Cássia Eller. Faz uma grande turnê por todo
o Brasil e alguns países da Europa. A turnê do "Acústico"
se estende até o fim de 1999. Sucesso total!!!
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Em 2000,
de volta ao bom e velho rock'and'roll, Rita lança "3001",
uma "máquina do tempo musical" produzido por Roberto de
Carvalho, que em novembro de 2001 é contemplado com o
Grammy Latino na categoria "melhor disco de rock".
Em 2001,
Rita assina contrato com a gravadora Abril Music e, por
sugestão de Marcos Maynard (presidente da Abril) grava um
álbum com releituras de clássicos dos Beatles. O
repertório, escolhido a dedo em meio a tantos sucessos dos
4 Fabs, é composto por 14 músicas, entre elas três versões
em português. A levada predominante é a bossa-nova, mas o
pop, o samba-rock, o baião e o bom humor estão presentes
nas versões feitas por Rita, que deixa clara sua intenção
de abrasileirar as canções dos rapazes de Liverpool. "A
Hard Day's Night", "With a Little Help From My Friends",
"Pra Você Eu Digo Sim" (If I fell), "All My Loving",
"Minha Vida" (In My Life), "She Loves You", "Michelle",
"Aqui, Ali, Em Qualquer Lugar", "I Wanna Hold Your Hand",
"Tudo Por Amor" (Can't Buy Me Love), "Lucy In The Sky With
Diamonds", "Here, There and Everywhere", "In My Life", "If
I Fell" compõem este álbum que prima pela simplicidade,
bom gosto e qualidade. Com produção e arranjos de Roberto
de Carvalho, e participações especiais de João Donato e
João Barone (Paralamas do Sucesso), o platinado "Aqui,
Ali, Em Qualquer Lugar", também lançado na América Latina,
rebatizado como "Bossa'n'Beatles" é igualmente sucesso no
exterior.
Em
outubro de 2003, Rita Lee lança 'Balacobaco'. O disco,
produzido por Roberto de Carvalho, é composto por 11
faixas inéditas : "Amor e Sexo" (parceria de Rita Lee,
Roberto de Carvalho, e do jornalista e cineasta Arnaldo
Jabor), "A Fulana", "As Mina de Sampa", "Copacabana Boy",
"Balacobaco", "Já Te Falei" (canção dos Tribalistas feita
especialmente pra Rita), "Nave Terra", "A Gripe do Amor"
(produzida por Roberto de Carvalho e pelo DJ Memê), "Tudo
Vira Bosta" (Moacyr Franco), "Eu e Mim", "Over The Rainbow"
e "Hino dos Malucos", (Rita Lee/Roberto de
Carvalho/Fernanda Young/Alexandre Machado), que compõe a
trilha do filme "Os Normais". Balacobaco é descrito pela
crítica como "o melhor disco de Rita Lee nos últimos 10
anos" e transforma-se imediatamente em mais um sucesso na
carreira da cantora.
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Em pouco mais de um mês de lançamento Balacobaco é disco de Ouro. A turnê do disco 'Balacobaco'
estréia em janeiro de 2004 com grande sucesso de público e
crítica, lotando o Canecão (RJ) por várias noites,
seguindo depois para várias cidades brasileiras, além de
cidades como Lima (Peru), Assunción (Paraguai), Cidade do
Porto e Lisboa (Portugal), Nova Iorque e Boston. |
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Depois do
belo, independente e bem sucedido 'Balacobaco', Rita vem
de novo nos propor a festa. Em agosto de 2004 acontece em
São Paulo a gravação do 'MTV AO VIVO RITA LEE', seu 32o
disco. Lançado em CD e DVD pela EMI Music entre o final de
novembro e o início de dezembro, em menos de um mês, Rita
Lee recebe Disco de Ouro por esse novo trabalho. Partindo
das mais de 400 músicas compostas ao longo de quase 40
anos, a idéia inicial seria colocar músicas "lado B", mas
para agradar muçulmanos e cristãos Rita e Roberto acharam
"do bem" incluir alguns clássicos e duas inéditas: 'Meio
Fio', parceria entre Roberto de Carvalho e Arnaldo
Antunes, e 'Coração Babão', do casal Lee/Carvalho. Zélia
Duncan e Pitty são as convidadas especialíssimas de Rita
em 'Pagu' e 'Esse Tal de Roque Enrow' respectivamente).
Entre os extras do DVD, um presente especial pra matar a
saudade: um clipe com momentos divertidíssimos do TVLEEZÃO,
programa que Rita estreou na MTV no início da década de
90. Como diz Zélia Duncan no release do disco: "Bom de
tocar, delicioso de ouvir, som bem tirado dos monitores,
arranjos cheios de riquezas, mais uma proeza de Roberto de
Carvalho, que assina produção e arranjos, além de guitarra
e vocal."
OUTRAS
ATIVIDADES
Em 1986,
Rita estréia seu programa radiofônico "Radioamador" pela
Radio 89 FM de São Paulo e Rádio Cidade do Rio. Ficou no
ar por nove meses e foi o pioneiro do humor moderno que
hoje existe em grande escala por todas as rádios do
Brasil.
Ainda em
1986, Rita estréia como escritora de literatura infantil
na Bienal Internacional do Livro, lançando o livro "Dr.
Alex". Lançou mais três livros com o mesmo ratinho Alex
como personagem principal de aventuras sempre voltadas às
crianças e com temática ecológica. Foram eles: "Dr. Alex e
os Reis de Angra", "Dr. Alex na Amazônia" e "Dr. Alex e o
Oráculo de Quartz".
No cinema,
Rita e Roberto fazem uma participação no premiado filme
cult "Fogo e Paixão", com direção de Isay Weinfeld e
Márcio Kogan, em 1988.
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Em 1989,
Rita participa do filme "Dias Melhores Virão", dirigido
por Cacá Diegues, e junto com Roberto compõe a trilha
musical e participa do Festival de Cinema de Berlim.
Também em 1989 Rita grava como narradora e grande
orquestra o famoso conto infantil "Pedro e o Lobo", de
Prokofiev. |
Em 1992,
Rita faz o papel de Raul Seixas no curta-metragem "Tanta
Estrela Por Aí", com direção de Tadeu Knudsen, numa
performance surpreendente tendo recebido por ela o prêmio
de melhor "ator" no Festival de Cinema em Gramado.
Também fez
participações nas telenovelas "Top Model" (1990) e "Vamp"
(1991) da TV Globo. Ainda em
1991 Rita estréia na TV seu programa "TVLeezão", na recém
inaugurada MTV, num total de 15 capítulos. Um dos
programas mais criativos de todos os tempos na televisão
brasileira, o TVLeezão era uma verdadeira salada mágica,
misturando textos (de autoria de Antonio Bivar que já
havia dividido com ela o Radioamador), entrevistas, e Rita
exibindo uma performance de histrionismo a todo vapor,
compondo diversos personagens e dando um show de
desempenho. É inumerável a quantidade de programas de
televisão que utilizaram e ainda utilizam até hoje "TVLeezão"
como "fonte de inspiração não creditada", digamos assim.
Em 2001
Rita volta a fazer uma das coisas que mais gosta: "pontas"
no cinema. A convite da diretora Ana Muylaert, Rita grava
uma personagem estranha no premiado filme "Durval Discos".
Como
jornalista Rita escreveu entre 99 e 2002 uma coluna na
revista Leros, publicada mensalmente na Inglaterra. Entre
2001 e 2003 foi colunista da Revista da MTV.
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Em
janeiro de 2002, estreou a turnê do show "Yê Yê Yê de
Bamba", baseada no disco "Aqui, Ali, em Qualquer Lugar". A
turnê percorreu todo o Brasil e alguns países da América
Latina com grande sucesso.
Entre
2002 e 2004, Rita apresentou o programa "Saia Justa" (GNT)
- líder de audiência do canal - ao lado de Fernanda Young,
Marisa Orth e Mônica Waldvoguel.
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Em 2003 Rita Lee lançou Balacobaco, que emplacou nas
rádios a música Amor e sexo, um dos maiores sucessos do
ano. A turnê de lançamento do show estreou no Rio (com
direito a lotações esgotadas e diversas apresentações
extra) e correu todo o país. O show foi registrado em
DVD e CD lançados no ano seguinte dentro da série MTV ao
vivo. O show, gravado em São Paulo, teve participações
de Pitty e Zélia Duncan.
O programa Madame Lee marcou a volta de Rita a TV em
2005. Misturando bate papo descontraído com humor e
música, o programa foi exibido pelo canal GNT. O formato
fugia dos talk-shows convencionais, com Rita e Roberto
recebendo os convidados em um consultório.
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Rita voltou para a estrada em 2006. Entre maio e janeiro
de 2007 gravou três shows que, junto a diversas
entrevistas, foram lançados no box Biograffiti.
Dirigidos por Roberto de Oliveira, os três DVDs fazem um
perfil e contam a vida de Rita. Em maio Rita Lee recebeu
o título de Cidadã Carioca em uma cerimônia na Câmara
Municipal de Vereadores.
No início de 2008 Rita Lee estreou sua nova turnê,
Pic-Nic. O show faz um apanhado dos 40 anos de carreira
e celebra os 60 anos de Rita.
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DISCOGRAFIA
Com os
Mutantes: "Os Mutantes" (68), "Mutantes" (69), "A Divina
Comédia ou Ando meio Desligado" (70), "Jardim Elétrico"
(71) e "Mutantes e seus Cometas no País dos Bauretz"
(72) e "Technicolor" (2000).
Com
Tutti Frutti: "Atras do Porto tem uma cidade" (74),
"Fruto Proibido" (75) e "Entradas e Bandeiras" (76) e "Babilonia"
(78).
Com
Roberto de Carvalho: "Refestanca" (com Gilberto Gil)
(77), "Mania de Você" (79), "Lança Perfume" (80),
"Saúde" (81), "Flagra" (82), "Bombom" (83), "Vírus do
Amor" (85), "Flerte Fatal" (87), "Zona Zen" (88), "
Perto do Fogo" (90), "A Marca da Zorra" (95), "Santa
Rita de Sampa" (97), "Acústico MTV" (98), "3001" (2000),
"Aqui, ali, em Qualquer Lugar" (2001), "Balacobaco"
(2003), "MTV ao Vivo Rita Lee" (2004).
Solo: "Build
Up" (70), "Hoje é o Primeiro Dia do Resto de Sua Vida"
(72), "Pedro e o Lobo" (89), "Bossa'N Roll" (91), "Todas
as Mulheres do Mundo" (93).
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