“Não tirem suas crianças da frente porque a Caravana Rolidey vai invadir o pedaço num alto e bom som, com muito blush e batom, canhões de luz, camisetas de Che Guevara e Jesus, neste circo patafísico capaz de remover montanhas e modificar o curso dos rios. Hoje é dia de rock e não viemos aqui a passeio. Sim, somos esquisitões mesmo, mas queremos apenas te seqüestrar dessa vidinha besta e por algumas horas oferecer um Olimpo de calmaria no meio de tantos tsunamis ideológicos. Ir pra estrada é coisa pra cigano nenhum botar defeito....
...Depois de tantos anos na estrada, nos bailes da vida, percebo que o prazer de trabalhar com música permanece intacto feito um faraó imortal. Mas ultimamente ando meio reclamona, deve ser a idade. Tenho pavor de voar de avião, odeio dormir em hotéis, às vezes estou com TPM existencial e gostaria mais é de ficar enfurnada em casa com meus bichos. E as queixas prosseguem até o momento de pisar no palco. A partir daí eis que acontece o tal milagre da transformação da água em vinho. Pra se ter uma idéia, nem se uma barata gosmenta com aquelas antenas asquerosas aparecer no palco vai me tirar o prazer de fazer as pessoas terem prazer comigo. E quando saio de lá a farra continua no camarim recebendo os fãs e ouvindo deles que não posso nunca parar de fazer show porque suas vidas virariam um tédio. Mal sabem eles que o tédio é todo meu quando estou longe do palco....” |
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